“A origem das espécies”
me deixa meditabundo:
está cheio de razões,
sem nenhuma no fundo.
Começa com o acaso
fazendo mudança nos entes,
sendo todos eles
naturalmente viventes.
No entanto não conta,
no alterar os seres,
com a ajuda de Zeus,
de Minerva ou de Ceres.
Mas isto não explica
a complexidade do olho
e a razão normalmente
põe as barbas de molho.
Entra aí a seleção
chamada de natural
que guarda o que é bom
desprezando o que é mau.
Mas pra saber o que ajuda
no caminho da evolução,
ela precisa dispor
de muito tino e razão.
E percebemos então
que voltamos ao marco zero,
descobrindo que tudo
não passou de lero-lero.
Pra fazer, de um filamento,
um olho claro e bem limpo,
é preciso que a seleção
tenha morada no Olimpo.
autor: Renato Benevides

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