sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A evolução sem Darwin

Sinopse de original a ser publicado


O livro, na forma de ensaio, apresenta um estudo crítico da Teoria Evolucionista de Darwin, como consta de sua obra “A Origem das Espécies”, sob o ângulo estritamente racional, sem qualquer apelo a argumentações de cunho metafísico ou religioso, o que obrigou o autor a expor, logo na introdução, um precioso raciocínio demonstrativo de que sua meta é plenamente viável.




Inicia com a colocação do problema, inserido no seu contexto histórico, chamando a atenção do leitor para o pano de fundo que é a disputa entre a chamada comunidade científica e os defensores de algum tipo de criacionismo, geralmente representados por pessoas de tendência religiosa, disputa essa que, no seu ardor, perde o veio de racionalidade.



Descreve depois as linhas gerais da teoria darwiniana apoiada em dois pilares fundamentais — as mutações aleatórias e a seleção natural — e faz referência a alguns de seus antecessores, mostrando que a ideia evolucionista é antiquíssima, sendo que nem mesmo Darwin pensou em assumir sua paternidade.



A seguir expõe, a partir do texto darwiniano, o que se pode inferir como objetivo principal de sua obra: o oferecimento de uma teoria que afaste qualquer finalismo no desenvolvimento dos organismos dos viventes, de modo a não ser correto dizer que o olho foi feito para ver. 
 No quarto capítulo, estuda o conceito de acaso e sua relação com a Ciência, num demonstrativo de que nada baseado na casualidade pode ter foros científicos, pois o acaso só por acaso se repete e a Ciência trabalha com regularidades.



Critica em seguida o conceito darwiniano de seleção natural, expressão que o próprio Darwin reconhece ser errônea, criando-se um ambiente ambíguo propenso ao sofisma. Verifica que a seleção natural preconizada por Darwin, como elemento explicativo da crescente complexidade dos indivíduos viventes, é de fato inoperante, não fornecendo uma explicação minimamente aceitável. E esta “explicação” fica ainda mais problemática quando se passa do campo do indivíduo para o terreno das espécies, termo que Darwin declara ser difícil de definir.


O oitavo capítulo é dedicado a considerações finais sobre a obra de Darwin, em que é exposta a total impotência da sua teoria evolucionista, baseada exclusivamente na luta pela sobrevivência, para dar conta de uma evolução que justifique, entre outras coisas, a existência de um ser humano capaz de sacrificar-se em benefício alheio e dotado de impulsos que nada têm a ver com a sobrevida, como é o enternecer-se diante de uma obra de arte ou do sorriso de uma criança.




No nono capítulo, aprecia a obra de um darwinista atual, Richard Dawkins, por meio de seu livro “O Relojoeiro Cego”, em que se tem a oportunidade de verificar as inconsistências gritantes da evolução da própria teoria evolucionista de Darwin.



O epílogo é destinado a fornecer luzes que permitam perceber que a ideia de evolução dos viventes, dos mais simples para os mais complexos, é bastante razoável e, portanto, aceitável, mas que ela não pode ser compreendida sem recurso a algum tipo de inteligência superior, que, sem ser de nenhum Deus onipotente e onisciente, certamente é de algum ser ou seres — no plural — , que podem inclusive estar extintos.

autor: Renato Benevides
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